broken arms

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Para variar um pouco, apenas imaginando como tudo poderia ter sido melhor. As situações perdidas da vida, as besteiras, os acertos, os desapegos e as dores, as alegrias que foram e que não foram, pontuadas por uma extrema pitada de insensibilidade que, de uma forma ou de outra, é inerente à mim.

Nomes passam, imagens e lembranças, desejos que tenho ainda, vontades de ser e construir coisas, uma sensação de estar perdido apesar de se estar sempre no mesmo lugar. Pondero até onde devo considerar o que é relevante e o que não é. Promessas, feitas, desfeitas, quebradas, não realizadas, frustradas…tudo isso faz parte do meu mundo. O meu mundo, que não é normal, não é colorido, não é cinzento também, cores em tom pastel que não animam nem desanimam, apenas acontecem. Impaciente para que as coisas aconteçam, sou assim porque estou onde não quero estar. É simples e difícil de entender ao mesmo tempo, complicado entender uma essência que não se pode realizar, existir ou mesmo tornar-se real. Viver com uma vida enterrada no fundo da alma não é exatamente o meu sonho. Mas ainda assim eu sonho, ainda assim eu quero, desejo, busco, me irrito, me mexo. Não posso deixar como está, jamais.

Encontrar alguém, compartilhar e ser.

Welcome to the dreamerboy’s world!

Musics: Desesperate Times – Killswitch Engage

cause hope never give up!

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Ok, lá vamos nós. Mais um dia de trabalho, momentos, pensamentos, sozinho, infeliz, noite, escura e incômoda.

Em busca de uma conversa ou de algo que me distraia, me nego a ligar a televisão ou me apegar aos mesmos de sempre. Sem ofensa, mas estou farto e cansado do mesmo e da insensatez. Nunca é tarde para ousar ser possível, para correr atrás dos sonhos e das promessas feitas para mim mesmo. É um mundo novo, com pessoas novas, eu sou outro e novo e ainda não sei me identificar com isso. Perdi-me no meio das coisas e das experiências, sou o que quero e o que não quero. Raiva, dor e apreensão me dominam, enjaulado nos meus pensamentos tentando apenas, jamais sendo. Acontecer, quando virá? Memórias impiedosas, sorrisos fúteis, sentimentos que foram verdadeiros? Saudade do que um dia já foi de verdade…não queria ter deixado a minha felicidade partir, mas já foi. Quando será novamente? Quando encontrarei o sorriso? Quando verei a voz brilhar no horizonte do meu coração, pronta para me embalar e me encher de pensamentos?

Aqui será o meu lugar? Incertezas…

Faz tempo que não sei o que é sonhar, minha pior decisão foi a de querer ter amadurecido, hoje sou apenas mais um, sem voz, sem rosto, sem nada. Onde foi que me perdi? Onde foi que me isolei? Quando foi que me permiti a viver a mesma vida que todos vivem? Ainda há tempo para fazer diferente? Ainda consigo ser?

É o mesmo pensamento, são as mesmas tormentas, os mesmos incômodos de sempre…não importa o quanto eu mude, sempre existirá uma essência, aquela, rígida e imutável dentro de mim…fico feliz que ela continue lá, me mantendo do jeito que sou, jamais me perdoaria se perdesse meu rumo. Só espero que não seja tarde demais.

 

Welcome to the dreamboy’s world!

Musics: Kings & Queens – 30 Seconds to mars // The Technicolor Phase – Owl City

escrever para…

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muitos grandes e importantes autores já trataram da metalinguagem com mais maestria do que pretendo realizar aqui. marcantes e densos escritos já foram levados a níveis desconcertantes de profundidade acerca do assunto. meu nível é muito mais banal, cotidiano e, ouso dizer, ridículo.

escrevo para me entender. escrevo para fazer a vida algo mais sustentável e suportável. escrevo para esquecer os olhares e sorrisos que colecionei e me fazem suspirar até hoje só por relembrá-los. escrevo para sentir saudades do eterno, do passageiro e do que é importante para mim. escrevo para me apaixonar. escrevo para causar desordem e revolta (esse é um dos meus preferidos). escrevo para cantar o amor, a tristeza, o elogio e a beleza do caos. escrevo para encontrar a mim mesmo. escrevo para me perder.

o motivo que me leva a escrever hoje? apenas para provar que ainda é possível. provar que o amor ainda pode acontecer num mundo desolado e num coração deveras machucado pelo egoísmo, pelo descaso, pela soberba, pela amizade falsa, pelas intenções erradas e outros muitos motivos que não vêm ao caso. eu, que sempre fui guiado pelo intenso, pelos movimentos e pelo calor da sociedade e seus gostos duvidosos, hoje encontro-me dentro da inércia das massas, vislumbrando apenas a alienação diária de rituais que para mim mesmo não fazem nenhum sentido. busco a toda força contornar esses caminhos. a saída? a bela rosa, bela flor, colorida e vistosa, sempre brilhando na noite  com seus atrativos e delícias. meus sonhos, a eterna flor que insiste em nascer nos mais terríveis solos de desilusão e fraquezas. mil caminhos trilhei, possibilidades possíveis de eternos desfeitos que insistem em se desarranjar, sempre volto ao mesmo ponto de onde penso que nunca deveria ter saído: eu já pertenço a um lugar, a um pensamento, não há porquê trilhar outros caminhos. não existe de onde sair sucesso se não for por ele, a insatisfação é inevitável.

olho ao redor e vejo os absurdos que o ser humano é capaz de cometer em busca da sua satisfação. penso se já faço parte deles ou se ainda há salvação. penso também que o tempo todo estou ali, ao lado dela, mas ela sequer ousa perceber (ou se percebe faz-se de desentendida) o que quero para ela: tudo. sabe, sentimentos são uma coisa muito complicada de se entender (e escrevo assim coloquialmente pois parece fazer mais sentido). dói pensar que tentei, mostrei me importar com seus dilemas, e ela no final das contas que se desimporta de mim, eu que tanto ouvi e participei. tolo fui eu também por me alimentar de esperanças que não seriam possíveis. ouvir no final da história “ah, você supera!” talvez sejam as palavras mais duras, mesmo não havendo nada. o distanciamento do que era antes possível e desejável me traz novamente ao mesmo lugar, velho conhecido: o nada, a inércia, o só e o particular, sempre desfeito, e todos sabemos que o desfeito é o lugar preferido das imperfeições, das perdições e do imprevisto, que sempre leva à ruína (bem como da quantidade de vírgulas desse breve colóquio, exagerado como minhas idéias).

não há mais o que dizer, não há mais o que ser feito, à não ser me reencontrar no lugar de onde nunca deveria ter saído: das idéias.

welcome to the dreamerboy’ world!

 

musics: generator – foo fighters // these things – fuel // monster – paramore

felicitações, vida

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felicitações, vida, felicitações. você acaba de acontecer, está acontecendo e irá acontecer até quando Deus permitir. Não sei o que você planeja fazer, não vejo nenhum nexo nas suas atitudes, eu e você somos algo completamente desconhecido.

felicitações, vida. suas confusões surtiram o efeito desejado: estou de fato confuso. você fez meu olhar ir para um lado e meu pensamento para outro: dualidade que não pode ser conciliada num único coração. pesam duas medidas, duas imagens, dois conceitos que, quando desejados (e idealizados) não voltam para trás: o coração é então partido.

felicitações, vida! suas escolhas se fazem pesar sobre mim hoje. poderia ser qualquer coisa, hoje sou isso (apenas isso, tudo isso). perdi, ganhei? não sei, eu não sou a vida. a vida é você, que loucamente me leva a ir (ou não) a lugares sonhados (ou não) na crença de finalmente conseguir um sorriso (ou não). parabéns.

felicitações, vida, muitas felicitações, pois você acaba de existir. a cada segundo que passa vou tomando ciência de sua permanência me azucrinando sem parar: sua voz muda me cala e nega a mim mesmo em tudo o que não sou. como me redimir diante de tamanha impotência que me mostra que consigo realmente capaz de ser nada?

não te conheço, não me lembro. a vida, não sei, pois você não sou eu, sou eu e não você. permanência que assim está e não vejo como mudar. felicitações, vida, você tem o seu lugar.

um pensativo cigarro

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Necessária é essa pausa para uma pequena inflexão. Permear e selecionar o que posso, devo ou não ser, sentir e pensar é a palavra de ordem do dia, mês e ano. Mais uma vez sensações múltiplas surgem por conta de uma palavra mágica: decisão.
Ser ou não ser. Simples e confuso, já tenho toda uma idéia de minhas controvérsias e particularidades, percebo a desconstrução desses conceitos. Não o novo, apenas decisão, por aquilo que já tenho e sou. Meu passado me é inerente e as escolhas já estão traçadas: múltiplos finais para um mesmo por-do-sol.
As reflexões pousam-se agora apenas sobre as respostas já afirmadas. Reflexão aqui torna-se digestão, perceber o que significa e qual o impacto nesse eu já consolidade (ele não pode mudar). Até a atividade de não pensar se torna fato pensado, assim sou eu: impassivo, obediente, duvidoso, disposto, indeciso e orgulhoso. Não sei só onde sou demais e onde sou de menos. Há se ser apenas.
Serei. Não distante, não apressado, justo e no seu tempo somente. Ter é indiferente, quero mas não posso, sonho mas não alcanço vôo. Olho e enxergo, não sinto. Procuro o brilho, fantasia e doçura, vejo o normal e rotineiro, não enxergo a vida. Não sei se perco meu tempo, ele corre, grita, esperneia. Pareço estar nem aí.
Assim sou eu. Could be?

Welcome to the dreamerboy’s world!

palavras

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musics: truth, by machina

recomeçar. prazeres. tempo de sofrer. rotina. felicidade. olhares. toques, aproximações, sentidos. entender, alcançar, procurar. conseguir. não conseguir. verbos, ações, substantivos reais. adjetivos que não encontro. emoções que não sinto. loucuras que não pensava. hoje sou eu e mais eu. eu e quem eu sempre não fui, sempre deixei de ser pra ser eu mesmo. um eu que não reconhece a si mesmo pelo pensar, quanto mais pelo agir. pensamento e ação não são uma via de mão única, são algo desconexo, poluído e embaçado, como um vidro sujo que surpreendido pela chuva impede a clara visão do que está por vir. um depende e não depende do outro.

sou profundo, sou complexo e impetuoso, hoje encontro-me resumido, seja lá o que isso significar. algo de muito errado está acontecendo, não sei onde isso vai parar. na verdade eu sei. não está tão errado quanto deveria ser e o fim pode ser bom. parte dele, se é isso mesmo o que importa.

goodbye. era isso que eu deveria dizer. não digo por inércia e por fraqueza. esquecer, remontar a mente do modo que sempre é planejado. mas as emoções…

pior que as emoções são as sensações. sobre essas nem irei comentar. coisas que jamais vivi. ainda virerei, pois está por vir. bom é lembrar, melhor ainda relembrar. coisas que não esquecerei tão cedo.

coisas que vem e vão, vazias como o vento, cheias de sentido como um copo de água que derramado não presta para mais nada. resumido, sem essência porém inteligível. intragável para mim mesmo.

olho e não vejo confusão. onde estão meus óculos?

welcome to the dreamerboy’s world!

a triste felicidade de um ser que não sabe o que faz (em caps)

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PALAVRAS SOLTAS, COMO O VENTO, NÃO POSSO IMAGINAR O ALCANCE DELAS. MAIS FORTE QUE O SOL, MAIS FRACO QUE AS DUNAS DE AREIA QUE NADA PRENDEM, NEM SEQUER O CALOR DO SOL QUE AS ILUMINA. ASSIM QUE CHEGA A NOITE, ESCURIDÃO IMPIEDOSA, A FRIEZA TOMA CONTA DA SUA ALMA E NADA FAZ A NÃO SER AGONIZAR. AGONIZAR A DISTÂNCIA DOS SENTIMENTOS E DAS VONTADES QUE IMPLACÁVEIS ATORMENTAM SEU SER. DIFERENTE DAS COISAS, O IMAGINAR PODE SER CRUEL SEM SER REAL. O QUE É REAL NÃO IMPORTA, AS EMOÇÕES SÃO VIVIDAS SEGUNDO AQUILO QUE PENSAMOS SER, O QUE, INFELIZMENTE, NA MAIORIA DAS VEZES NÃO É VERDADE. SEMPRE DIZEMOS QUE O QUE IMPORTA É A VERDADE E A SINCERIDADE: ERRADO. O QUE IMPORTA É O ENGANO QUE FAZEMOS DIARIAMENTE A NÓS MESMOS, O QUE IMPORTA MESMO É O DANO IRREPARÁVEL QUE NÓS CAUSAMOS EM NÓS MESMOS. A ISSO DEVEMOS FICAR ATENTOS. COMO NÃO CHAMAR A ATENÇÃO PARA UM DETALHE TÃO ÓBVIO? COMO FICAR IMUNE A UMA REALIDADE QUE NÃO PASSA DE FANTASIA? DETALHES. DETALHES QUE FAZEM TODA A DIFERENÇA, DETALHES QUE CONSTITUEM O QUE SOU POR INTEIRO, DETALHES QUE CONTRARIAM PRINCÍPIOS ESTABELECIDOS POR MIM MESMO, NÃO NA IMAGINAÇÃO, MAS NA REALIDADE, DE QUEM EU QUERO QUE EU SEJA. DETALHES QUE INVADEM A PRIVACIDADE E A SEGURANÇA DE MIM MESMO E ME FAZEM QUESTIONAR TODOS MEUS OUTROS DETALHES, MERAMENTE ILUSÓRIOS. DETALHES, NÃO OS POSSO ALCANÇAR.

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